segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Pavê de Calabresa - São Benedito -

Eu fiz ontem para o almoço de domingo.
Na sexta-feira meu esposo foi fazer a barba e sentado na cadeira esperando sua vez, tomou nota da receita que estava sendo apresentada no Programa da Ana Maria ""MAIS VOCÊ"".
Quando chegou em casa foi direto para o PC entrou no Site da Globo e pronto o almoço de domingo já estava decidido.

Podem fazer ficou maravilhoso, servi com macarrão caseiro, mas também fiz arroz e uma salada verde bem variada, mas pode ser serido somente ele, pois é uma refeição completa.

Faça também!






Pavê de calabresa


Ingredientes::-


- 3 gomos de calabresa sem pele e cortada em rodelas bem
finas
- 2 tomates sem pele e sem sementes picados
- 1 cebola grande cortada em tiras
- 1 xícara (chá) de azeitonas verdes picadas
- salsinha picada a gosto
- 1 litro de leite
- 1 colher (sopa) de margarina
- 5 colheres (sopa) de amido de milho dissolvido em meia

xícara (chá) de leite
- 200 g de queijo parmesão ralado
- 1 lata de creme de leite com soro
- sal a gosto
- 300 g de queijo mussarela ralada

Modo de Preparo::-

1º - Numa tigela misture os gomos de calabresa sem pele e
cortada
em rodelas bem finas, os tomates sem pele e sem sementes
picados,
a cebola grande cortada em tiras, as azeitonas verdes picadas e
salsinha picada a gosto. Reserve.
2º - Numa panela em fogo médio coloque o leite e a margarina.
Assim que ferver, acrescente (misturando bem para não empelotar)
o amido de milho dissolvido em meia xícara (chá) de leite.
Cozinhe por uns 10 minutos ou até obter um creme bem grosso.
3º - Desligue o fogo e acrescente o queijo parmesão ralado, a
lata de creme de leite com soro e sal a gosto. Transfira este
creme para um refratário redondo (com 29 cm de diâmetro) untado
com margarina.
4º - Cubra o creme com o queijo mussarela ralada, espalhe a
mistura feita com a calabresa e leve ao forno pré-aquecido a
175º
C por +/- 35 minutos ou até que a calabresa esteja dourada.

fonte aqui



:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:.:




Curiosidade da vovó



Você sabia que São Benedito é o padroeiro dos cozinheiros(as)???

Conheça a história de sua vida




O Santo Negro, São Benedito



É da tradição cristã católica a devoção aos santos. Existem hoje, interrogações sobre esta realidade. O que significa ser Santo? Creio que para responder a esta e outras interrogações o Concílio Vaticano II, na constituição Lumem gentium, se preocupou em dar aos cristãos um conteúdo teológico para aprofundar o sentido e o entendimento de santidade, assim nos diz: Nós cremos que a Igreja, cujo mistério é exposto no sagrado Concílio, é indefectivelmente santa. Na verdade, Cristo, Filho de Deus, que com o Pai e o Espírito Santo é proclamado “o único Santo”,1 amou a Igreja como sua esposa, entregando-se a si mesmo por ela a fim de a santificar (cf. Ef 5,25-26); uniu-a a si como seu corpo e enriqueceu-a com o dom do Espírito Santo, para a glória de Deus. Por isso, todos na Igreja, quer pertençam a hierarquia, quer sejam dirigidos por ela, são chamados à santidade segundo a palavra do Apóstolo: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação” (1Ts 4,3; cf. Ef 1,4) (cf. LG 39). O concilio afirma que, ser santo é estar unido a Cristo, por causa de sua mais íntima união com Cristo, os bem-aventurados consolidam toda a Igreja na santidade (cf. LG 49). Para alcançarmos a santidade, a Igreja abre o seu coração, e pelo sacramento do batismo quer acolher todas as pessoas. O batismo é a porta de entrada no caminho da santidade cristã, por ele somos incorporados a pessoa de Jesus Cristo, e formamos o corpo mistico dele, que é a Igreja.
Com efeito, a graça pela qual, no início de sua fé, um homem se torna cristão, é a mesma pela qual esse homem, desde sua origem, foi feito Cristo. Assim pelo mesmo Espírito renasceu aquele cristão e nasceu este o Cristo. Pelo Espírito, faz-se em nós a remissão dos pecados, por esse mesmo Espírito que fez com que o Cristo não tivesse pecado algum. Deus teve a presciência de que faria tais coisas. Esta é portanto, a predestinação dos santos, aquela que refulge ao máximo no Santo dos santos (cf. Santo Agostinho – LH p 397).
As solenidades, festas e memórias dos santos (as) formam no ano litúrgico uma nova coroa de celebrações em torno do mistério de Cristo (cf. SC 104;111;LG50). Dentre as festividades do ano litúrgico temos a festa de São Benedito, que após a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, a Negra Mariama, é uma das mais concorridas pela Comunidade Afrobrasileira. No dia 4 de abril deste ano completaram-se 419 anos de sua morte.
Quem foi São Benedito? Foi pastor de ovelhas e lavrador. Aos 18 anos de idade já havia decidido consagrar-se ao serviço de Deus e aos 21 um monge dos irmãos eremitas de São Francisco de Assis o chamou para viver entre eles. Fez votos de pobreza, obediência e castidade e, coerentemente, caminhava descalço pelas ruas e dormia no chão sem cobertas. Era muito procurado pelo povo, que desejava ouvir seus conselhos e pedir-lhe orações.
Cumprindo seu voto de obediência, depois de 17 anos entre os eremitas, foi designado para ser cozinheiro no Convento dos Capuchinhos. Sua piedade, sabedoria e santidade levaram seus irmãos de comunidade a elegê-lo Superior do Mosteiro, apesar de analfabeto e leigo, pois não havia sido ordenado sacerdote. Seus irmãos o consideravam iluminado pelo Espírito Santo, pois fazia muitas profecias. Ao terminar o tempo determinado como Superior, reassumiu com muita humildade mas com alegria suas atividades na cozinha do convento.
Sempre preocupado com os mais pobres do que ele, aqueles que não tinham nem o alimento diário, retirava alguns mantimentos do Convento, escondia-os dentro de suas roupas e os levava para os famintos que enchiam as ruelas das cidades. Conta à tradição que, em uma dessas saídas, o novo Superior do Convento o surpreendeu e perguntou: “Que escondes aí, embaixo de teu manto, irmão Benedito?” E o santo humildemente respondeu: “Rosas, meu senhor!” e, abrindo o manto, de fato apareceram rosas de grande beleza e não os alimentos de que suspeitava o Superior.
É importante lembrar a todos (as) de que os festejos de São Benedito só tem sentido para nós cristãos católicos, por que, está ligado ao mistério da páscoa de Cristo. É pelo testemunho de amor e o desejo único de servir aos irmãos e seguir a Cristo mais de perto, que celebramos São Benedito. E ele que nos ensina acolher aos mais pobres, os preferidos de Deus. É por isto, que ele é o Santo Negro. Em sua negritude ele acolheu as palavras de Jesus no evangelho “daí-lhes vós mesmos de comer”.
Portanto, os festejos de São Benedito espalhados pelo Brasil, reúne cristãos e devotos de todos os lados. A tradição popular consagrou-o como patrono dos cozinheiros. Sua festa adquire um rosto próprio expressando em cada cidade deste país uma maneira originária de celebrar a fé no ressuscitado, com festa, dança, o colorido e muita alegria proprios da Comunidade Negra. Veja a seguir algumas danças próprias da festa de São Benedito.
O Moçambique é uma dança de origem africana, com versos em louvor a São Benedito. É constituído por 12 pares de dançarinos, o mestre, contramestre, o rei, rainha, general, capitão, as damas e o grupo de tocadores.
Ticumbi - Dança dramática, de origem africana, cultuada especialmente no norte do Espírito Santo, principalmente nas cidades de São Mateus e Conceição da Barra. Esta dança é composta por um determinado número de negros e se realiza no dia de São Benedito. Da dança faz parte uma encenação que conta com os seguintes personagens: o rei Congo, o rei Bamba, seus secretários respectivos e o corpo de baile de cada nação, representando os guerreiros. O enredo do auto se desenvolve em torno da disputa entre os dois reis que querem fazer, separadamente, a festa de São Benedito.
Marujada - Uma das mais tradicionais festas populares do Pará, a Marujada, em louvor a São Benedito, reúne beleza e música em um espetáculo de cores. Trata-se de um auto dramatizado, onde predomina o canto sobre a dança. Há uma origem comum entre a Marujada de Bragança e a Irmandade de São Benedito. Quando os senhores brancos atenderam ao pedido de seus escravos para a organização de uma Irmandade, foi realizada a primeira festa em louvor a São Benedito. Em sinal de reconhecimento, os negros foram dançar de casa em casa para agradecer a seus benfeitores.
Jongo é dança de origem banto, do mesmo tronco do batuque, ambos ancestrais do samba e do pagode, que resiste em alguns pontos do Vale do Paraíba. Em Taubaté, São Luís do Paraitinga, Pindamonhangaba e Cunha, encontram-se os últimos redutos de jongueiros do Vale Paulista, no momento, em fase de revivescência. Estruturado em roda, em torno de uma fogueira que ajuda a manter a afinação dos tambores, acontece hoje em praças públicas, da mesma forma que, outrora, acontecia nos terreiros. Com ela, os participantes homenageiam São Benedito e os nossos antepassados negros.
Dança de Congos, também chamada Congadas. É de origem autenticamente africana. Esta dança geralmente fazia parte das comemorações festivas de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito. A Dança de Congos é de característica dramática e a indumentária colorida associada ao uso de espadas, simboliza a luta entre dois potentes africanos, um representando a nação do Rei de Portugal, o dominador e o outro representando a nação do Rei Congo (ou seja, a África negra dominada) .
São Benedito, de grande devoção popular, é festejado em muitas cidades, como Aparecida, onde se reúnem grupos folclóricos, entre Moçambiques, Congadas, Marujadas, Catopés (variante de Congada), além dos Cabeções. Participa ainda a Cavalaria de São Benedito: desfile de cerca de 500 cavaleiros, vestidos de branco, montando cavalos escolhidos. As procissões que conduzem a imagem do santo são acompanhadas pelos grupos que cantam e dançam sua própria música.
Esta é uma das festas da tradição popular em que os padres e agentes de pastoral, deveriam olhar com carinho para que o evangelho de Jesus chegue a todos os corações e ai possam ver se realizando o processo de inculturação da fé e da liturgia.

Pe. Guanair da Silva Santos
Rio Novo - 02.10.08
Fonte aqui
Boa semana a todos(as)!
Rosane!

Nenhum comentário: