sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Lendas, estórias, poemas...sobre os Lírios do Vale"

Simples e sentimental, os Lírios do Vale são admirados pelas suas lindas flores em forma de sino e perfume agradável. Na linguagem floral, Lírio do Vale ou do Campo significa o retorno da felicidade e indica pureza e humildade. 
Lírio do Vale tem um passado bastante distante. Ele é mencionado no Cântico dos Cânticos no Antigo Testamento da Bíblia, é pensado para ser um sinal de segunda vinda de Cristo, e diz-se que são as lágrimas de Maria enquanto ela chorava na cruz se transformou em Lírios do Vale. 

1 - Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.
2 - Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amada entre as filhas.
3 - Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; com grande gozo sentei-me à sua sombra; e o seu fruto era doce ao meu paladar.
4 - Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor.
5 - Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor.
6 - A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace.
7 - Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o amor, até que ele o queira.

"É um cântico de amor dialogado. Duas vozes principais - a do homem e a da mulher - se alternam para falarem do desejo, da busca apaixonada do outro, da admiração diante da sua beleza, da dor da aisência, da alegria da mútua pertença, dos fugidios instantes de felicidade. As maravilhas da Criação são convocadas para exprimeir a força do amor: a delicada beleza das plantas, a benfazeja sombra das árvores, o odor saturante dos perfumes, as delícias dos jardins, a douçura dos frutos, a frescura pura das nascentes e das fontes, o esplendordas pedras preciosas, a graça dos animais. a embriaguez do vinho. Todo o cântico está imerso numa atmosfera sensual. Mergulhadas no esplendor da Criação canterior à queda, eis-nos, como Adão e Eva, hópedes do jardim das origens.
Desse canto de amor por exelência (a repetição da palavra cântico indica um superlativo) foram feitas diversas interpretações: amor entre Deus e Israel, esntre Cristo e a Igreja, leitura mística... As várias leituras não se excluem. Em todo caso, o Cânticos mostra-nos que a Bíblia não receia cantar o amor humano e e fazer dele a linguagem suprema da revelação divina, o que, consequentemente, confere a este amor uma grande dignidade e um grande louvor. O amor e a sexualidade não são realidades más nem vergonhosas, uma vez que são adequadas para falar de Deus e do seu plano de amor para o Homem".

(Jacques de Longeaux , Amor, Casamento e sexualidade)

O Livro Cântico dos Cânticos está entre os Sapiencias de nossa Bíblia Católica

Segundo poema::-

A voz do meu amado



A voz do meu amado !

Vejam: vem correndo pelos montes,

saltitando nas colinas!
Como um gamo é meu amado...
um filhote de gazela.
Ei-lo postando-se
atrás da nossa parede,
espiando pelas grades,
espreitando da janela.
Fala o meu amado, e me diz:
"Levanta-te, minha amada,
formosa minha, vem a mim!
Vê o inverno: já passou!
Olha a chuva: já se foi!
As flores florecem na terra, o tempo da poda vem vindo,
e o canto da rola está-se ouvindo em nosso campo.
Cântico dos Cânticos,2,8 a 12...continua aqui


João Paulo II disse::-
"Na unidade dos dois, o homem e a mulher são chamados, desde o princípio, não só a existir "um ao lado do outro" ou "juntos", mas também a existir reciprocamente "UM PARA OUTRO".


Um encontro


Um encontro é coisa maravilhosa:`
presença de uma pessoa a outro,
presentes um ao outro,
enquanto a vida flui de um para o outro.
Mas podemos estar juntos sem nos encontrarmos.
Podemos viver na mesma casa dia após dia,
sentar-mos à mesma mesa,
ajoelharmo-nos no mesmo banco,
ler os mesmos livros,
sem nunca nos encontrarmos.
Um encontro é coisa rara e maravilhosa,
presença de uma pessoa a outra,
presentes um ao outro,
enquanto a vida flui de um para o outro.



Imagem postada

Contava-se antigamente na Europa que certa vez, Jesus caminhava por entre um campo repleto de plantas
e animais, e todos estes seres, perante sua presença, curvavam-se em respeito à sua divindade. Menos os lírios. Eram muito orgulhosos para isto. Mas , quando o viram crucificado, envergonhados e em respeito, curvaram-se e assim permanecem até hoje, em respeito.
altLírio do Vale tem um passado bastante distante. Ele é mencionado no Cântico dos Cânticos no Antigo Testamento da Bíblia, é pensado para ser um sinal de segunda vinda de Cristo, e diz-se que são as lágrimas de Maria enquanto ela chorava na cruz se transformou em Lírios do Vale. Um francês, lenda de S. Leonardo, que viveu na floresta para melhor comunhão com Deus. Um dragão, representando a tentação, também ocupou a floresta e exigiu a Saint Leonard deixar sua casa. Muitas batalhas seguidas e sangue foi derramado em ambos os lados, embora Saint Leonard foi o vencedor.Lírios do Vale surgiram a partir do sangue de Saint Leonard no chão da floresta. 

Os Lírios do Vale tem sido utilizados medicinalmente para uma variedade de doenças. É bom para fortalecer o cérebro, estimular a memória fraca, e restaurar a fala perdida. Lírio do Vale foi valorizado como um diurético, um auxílio na doença cardíaca, e uma cura para a dor de cabeça e dor de ouvido.
Esta pequena flor está associada à humildade, pureza de coração, doçura e felicidade.
 Uma outra lenda sobre o Lírio do Vale é que ele foi formado pelas lágrimas de Eva quando ela foi banida do Jardim do Éden.
“Hebréia”


Flos campi et lilium convallium.



(Cântico dos Cânticos)

Pomba d’esp’rança sobre um mar d’escolhos! 



Lírio do vale oriental, brilhante!

Estrela vésper do pastor errante!
Ramo de murta a recender cheirosa!...

Tu és, ó filha de Israel formosa...
Tu és, ó linda, sedutora Hebréia...
Pálida rosa da infeliz Judéia
Sem ter o orvalho, que do céu deriva!

Por que descoras, quando a tarde esquiva
Mira-se triste sobre o azul das vagas?
Serão saudades das infinitas plagas,
Onde a oliveira no Jordão se inclina?

Sim, fora belo na revosa alfombra,
Junto da fonte, onde Raquel gemera,
Viver contigo qual Jacó vivera
Guiando escravo teu feliz rebanho

Depois nas águas de cheiroso banho
- Como Susana a estremecer de frio -
Fitar-se, ó flor do babilônio rio,
Fitar-te a medo no salgueiro oculto...


Não vês?...Do seio me goteja o pranto
Qual da torrente do Cédron deserto!...
Como lutara o patriarca incerto
Lutei, meu anjo, mas caí vencido.





 beijos meus, cheios de

luz, paz, amor, fé e esperança!




2 comentários:

Alfa & Ômega disse...

Lírio do Vale, estrela da manhã
A Ele cantarei o meu louvor
Alfa, Ômega, principio e fim
Sim Ele é, sim Ele é. Rosana, adoro essa música de Eugênio Jorge, mas adorei o seu post! Quanta informação! Rose, eu nunca havia visto o lírio do vale e não sabia que era tão miudinho e lindo! tinha uma colônia do Avon, na década de 60, com esse nome e eu adorava usá-la bem cedinho, quando eu ia pro colégio. Parabéns! Lindo tudo aqui! Bjbj!

Elisabete disse...

Que flor tão linda! Um bom fim de semana para si RÔ. Bjs