sábado, 29 de novembro de 2008

Cardápio do domingo da vovó Rô!





Amanhã é domingo dia de festa na casa da vovó. Não, não é aniversário não...
É que domingo é dia de comer na casa da vovó, gostoso né???
Então vou passar a todos(as) o cardápio da vovó para o domingo festivo.


Salada da vovó Rô

Ingredientes::-

Alface americana picada ou acelga(chicória)
Queijo meia cura ralado no ralo grosso
Batata palha ou torrada picadas
Para dar um toque diferente pique salame ou presunto em tirinha

Molho

Vinagre balsamico
Água
sal a gosto (cuidado com o sal)
Oregano
Azeite

Modo de preparar::-

Fazer camadas com as verduras, os frios, as batatas ou torradas por último.
Dê preferência servir de imediato, ou se quiser deixar pronta colocar as batas por último para não umedecer.


Panquecas

Ingredientes::-
1 copo(s) de farinha de trigo
1 copo(s) de leite
2 unidade(s) de ovo
quanto baste de sal
1 colher(es) (sopa) de óleo de soja
1 colher(es) (sopa) de queijo ralado

Bater tudo no liqüidificador.Fritar as panquecas e rechear a gosto:frango,palmito, carne ou queijo mussarela e presunto.

Aqui em casa gostamos mais da de presunto com queijo.


Molho branco da vovó Rô
Meu molho branco não é nada convencional.

Ingredientes::

Leite

Amido de milho
Requeijão
Cebola bem picadinha
Manteiga ou margarina
Caldo de galinha
Sal a gosto
Cheiro verde a gosto
Se você quiser pode colocar ervilhas frescas (pode ser congeladas são ótima)

Não estou colocando medidas pois depende muito da quantidade de pessoas a serem servidas, mas sempre faça com medidas padrão do tipo;copo americano ou xícara
Para se ter uma ideia 1 litro de leite e 2 colheres bem cheias(colher de mãe) de amido de milho, dá para cobrir mais ou menos umas duas receitas de massa.


Preparo::-

Dourar a cebola na manteiga, colocar o cubo de caldo de galinha, colocar o leite, quando este ferver deitar o amido de milho já dissolvido, deixar engrossar.
Desligar o fogo e adicionar o requeijão cremoso e também algum queijo que esteja na geladeira, só para dar um toque diferente. Mexer bem, colocar a cheiro-verde e deitar sobre as panquecas já enroladas.
Polvilhar uma quantidade generosa de queijo parmesão ralado e levar ao forno para gratinar.

Dica da vovó::- SEMPRE TOME CONTA DA TEMPERATURA DO SEU FORNO, NUNCA ESQUEÇA, POIS UM SEGUNDO E SEU PRATO NÃO FICARÁ BOM.


Molho vermelho dá vovó Rô::-

Ingredientes::-

1 lata de tomate pelado
1 lata de molho pronto tradicional
Azeite
cebola
alho
caldo de galinha
Louro
orêgano
pimenta a gosto
1 colherinha de chá de açúcar
Cheiro verde
sal


Modo de preparar::-

Dourar a cebola e alho no azeite

Deitar os tomates pelado picados e com o suco que vem na lata, deixar apurar um pouco. Em seguida deitar o molho pronto e todos os outros ingredientes. Deixar apurar por pelo menos 30 minutos, ir pingando água fervente aos poucos.

Dica da vovó::- CUIDADO PARA NÃO DEIXAR SEU MOLHO SECAR, pois ele só é gostoso quando ficar denso, não coloque muita água se não vai ficar ralo.

Por último colocar o cheiro verde e deitar sobre as panquecas ou uma boa massa de macarrão ou nhoque.

Bom sobremesa, aqui em casa estamos dando preferência para frutas e sorvetes, pois está muito quente por aqui.
Deixe o docinho para o Natal e o Ano Novo!
Bom fim de semana a todos(as) que por aqui passam.
Deixe seu comentário ou recadinho eu retorno a todos(as)!


Que Deus abençoe seu final de semana!
Vovó Rô!



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Curiosidades da vovó Rô....



Os 'blinis', os crepes e as panquecas
Por Maria de Lourdes Modesto

Os blinis são pequenos crepes levedados que nós ocidentais associamos irremediavelmente ao caviar. Cozem-se como os crepes e as panquecas, sobre o lume, em frigideira de ferro apenas untada e, talvez por isso, muitos os confundam. As parecenças, porém, não se ficam pela cozedura. As semelhanças são tantas que só comparando-os ao pormenor os menos experientes distinguem e diferenciam o que os caracteriza.

Têm origens diferentes e distanciadas: os blinis viram a luz na Rússia onde foram comida de pobres, porque feitos a partir de trigo-sarraceno; os crepes, são daqui bem perto, de França, e demos-lhes grande importância até há pouco. Nada como um crepe para apresentar com elegância um pequeno resto. Esta importância foi-lhes agora roubada, em nome da cozinha ligeira e a moda do estaladiço, pela chegada das massas prontas a usar, filo e brick; as panquecas americanas são de nós há muito conhecidas e apreciadas embora se façam raramente. Quem não se lembra da Caravela, a casa de chá no Chiado, que lhes devia fiel clientela e cuja receita, um segredo, era guardada em cofre-forte?

Os blinis, tal como os crepes e as panquecas, têm como ingrediente- -base farinha a que é adicionado um líquido, leite, leite e água ou cerveja. Desta mistura resulta uma massa pastosa a tender para o líquido. O formato é sempre redondo, diferindo no tamanho e espessura. Os crepes franceses são maiores e mais finos. A massa, quando enriquecida com manteiga e ovos, nos blinis, leva claras em castelo.

Não é apenas este o pormenor que faz do blini aquela pequena almofada fofa e cheia de furos prontas a receber manteiga ou natas azedas, tão do gosto dos povos do Leste. A massa é sempre levedada com fermento de padeiro e, nas receitas mais características, é usada, em proporções variáveis, a farinha de trigo-mourisco ou sarraceno. Não sendo esta farinha panificável (não contém glúten), torna obrigatória a adição de farinha de trigo, mesmo que em pequena quantidade.

Na Rússia, os blinis, à semelhança de crepes e panquecas, fazem-se de muitas maneiras e cada casa tem a sua receita. Nós, no Ocidente, geralmente fazemo-los apenas com farinha de trigo, mas o sabor dos blinis em que a farinha de trigo-sarraceno esteja presente, é outra coisa.

Em vossa intenção, experimentei a receita acima transcrita, tirada e adaptada do livro Cozinha Tradicional dos Povos da URSS. Vale a pena provar, acompanhando com caviar ou salmão fumado e natas acidificadas com sumo de limão. A comer como entrada.

Em busca da farinhaO que é a farinha de trigo-mourisco ou sarraceno, tão importante na confecção dos blinis e cujo nome científico é Fagopyrum esculentum? Não provém de um cereal, mas do fruto de uma planta largamente cultivada na China, na Rússia e também, com menor expressão, no Norte da Europa, terras onde o trigo não se dá bem. O grão tem a forma triangular e é escuro, de onde lhe vem ainda o nome de trigo-preto.

Como consegui a farinha de sarraceno para a minha experiência? Foi muito simples. Numa loja de produtos biológicos, pedi farinha de trigo-mourisco, como vejo referido em livros portugueses. Como não tinham, deram- -me um pacote de sarraceno em grão. Já me dispunha a reduzi-lo a pó no moinho do café.

Ao mostrar a minha estranheza pela falta de uma farinha necessária à confecção de inúmeras receitas em moda, alguém me perguntou se queria que moessem. Pedi moagem fina e trouxe a farinha pedida. Foi tão simples como pedir. Isto é, como não desistir. Basta-me acrescentar que é com esta farinha e apenas água que se fazem os célebres crepes na Bretanha.


Um comentário:

Liz / Falando de tudo! disse...

dos molhos nao convencionais, eu tiro a cebola!
mas estou aprendendo uns excelentes molhos franceses aqui na França!