quinta-feira, 9 de abril de 2009

Ceia Judaica


A festa da liberdade!

A Páscoa Judaica (Pessach) celebra a libertação do povo judeu do Egito. Considerada uma das principais celebrações do calendário judaico, este ano ela acontece no dia 19 de abril. A principal ceia da festa é o Seder, jantar formado por alimentos que recordam o sofrimento dos judeus na época da escravidão. “Quando os hebreus fugiram em busca da terra prometida, não tiveram tempo para esperar o crescimento do pão que os alimentaria durante a jornada, daí a proibição do fermento. Esse fato explica o uso da fécula de batata para fazer o matzá (pão)”, explica a chef Simone Chevis, do Centro de Cultura Judaica.
Conforme o livro sagrado, só podem ser consumidos animais de quatro patas e casco fendido, como, por exemplo, o cordeiro. Os porcos são proibidos porque não mastigam. Já entre as aves permitidas estão frango, o pato e o peru. A mesaNas refeições judaicas, principalmente no Pessach, os ingredientes são muito mais do que uma simples comida no prato, pois todos os alimentos servidos têm um significado especial. Durante o Seder são feitos pratos diversos, tais como: peixe assado com legumes, bolinhos de carne (Carnatzlach) e de peixe (Guefilt), preparado somente com peixes de água doce (carpa e traíra), e ainda muitos doces: bolo de mel, de nozes e biscoitos.
Mas o cardápio pode variar conforme a origem das famílias. Aquelas que pertencem aos ashkenazim - judeus de origem germânica ou européia ocidental – não comem arroz ou outros tipos de grãos. A proibição se estende a quase todas sementes comestíveis, aos óleos derivados destes grãos e a qualquer alimento que contenha estes ingredientes. Essa restrição já não acontece entre os sefaradim (judeus orientais e da Península Ibérica). O matzot (pão sem fermento), geralmente consumido durante os oito dias de festa, pode ser saboreado até um dia antes da comemoração na casa de um sefaradi. Até o conhecido doce haroseet (ashkenazim e sefaradi) não é feito da mesma maneira.
O mesmo ocorre com prato do Seder, repleto de alimentos com significados. Confira o que cada um representa: Betsá (ovo cozido) – lembra o luto pela perda do Templo de JerusalémCharósset (mistura de nozes, vinho, canela e amêndoas) – simboliza o barro usado para fazer as construções dos faraós e o trabalho pesado dos judeus. Karpás (ramos de salsa ou salsão entre os sefaradim. Salsinha, cebola e batata na mesa dos ashquenazim) – estão ligados ao renascimento e a liberdade.
Marór (escarola ou alface para os sefaradim e raiz forte entre os ashquenazim) – representa a amargura da escravidão no Egito. As verduras devem ser molhadas em vinagre ou água salgada como lembrança das lágrimas derramadas e do suor incessante durante o trabalho escravo. Zeroá (qualquer osso tostado com carne) – sacrifício do povo judeu
Matéria assinada por:Juliana Lopes
fonte aqui

3 comentários:

Ana disse...

Oi!

Sei que sou nova aqui, mas é só pra dar um pitaco, como judia.

Não existe Páscoa Judaica. Só existe Pessach, cuja tradução para o português é travessia. Não celebra renascimento, nada disso. Contamos a história pros nossos filhos e netos dessa libertação, da travessia do mar vermelho, mas nela ninguém renasce. :-) Tem uma cadeira pro profeta Elias, mas não tem coisa alguma a ver com o cristianismo ou com o conceito da páscoa cristã. Chamar de Páscoa Judaica é o mesmo de chamar Chanucá de natal judaico - não faz sentido algum.

Desculpe vir falar, mas é que a maioria dos judeus que conheço fica bastante chateado quando vê escrito páscoa judaica, já que um dos mandamentos é não copiar os gentios - e páscoa é uma festa cristã. :-)

No mais, muito bacana o post! :-DDD Tem tb falafel, se quiser a receita passo pelo meu blog, só pedir.

Abraços e linda casa a sua!

Paola disse...

Vixe que saudade de um colinho de vó...voltei e adorei sua casa nova...super chique...bjocas

Anônimo disse...

oi , eu sempre quiz faser um site ou coisa assim mas numca comsegui , vc pode me dar uma dica vovó Rô ?