segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Eu amo a boa Poesia...

Foi cozinhando para poder criar seus seis filhos que Cora Coralina venceu todas as batalhas de sua vida.


Cora Coralina. Menina, moça, dona de casa, mãe, sertaneja, cozinheira, doceira. Mulher. É por meio dessa sensibilidade aguçada que ela enfrentou preconceitos que exigiam a submissão. Os padrões inflexíveis foram transcendidos pela poetisa, que vivenciou tudo muito além das experiências em si, suplantando assim, as amarguras e rancores, colhendo por meio da compaixão e da compreensão a sabedoria de saber viver a vida. fonte aqui


Como mulher, dona de casa, mãe e amante da culinária e da boa Poesia é que deixar aqui um dos lindos poemas dessa Mulher guerreira ... - CORA CORALINA -


Cora Coralina
Cora Coralina
Nascimento 20 de agosto de 1889
Cidade de Goiás
Morte 10 de abril de 1985
Goiânia
Nacionalidade Bandeira do Brasil Brasileira
Ocupação Poetisa, contista

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

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Um dos mais lindos poemas de Cora Coralina. Ontem quando acompanhava a Novena de NS Aparecida, foi citado pelo Bispo que presidia a Celebração.



"Estas mãos"

fonte aqui

Cora Coralina canta a beleza das lavadeiras e trabalhadoras comuns, como em "Estas mãos", poema a seguir, em que a poeta procede à estetização das mãos de modo que essas, profundamente identificadas com a matéria do trabalho, vão assumindo os atributos do ofício:

Olha para estas mãos
de mulher roceira,
esforçadas mãos cavouqueiras.

Pesadas, de falanges curtas,
sem trato e sem carinho.
Ossudas e grosseiras.

Mãos que jamais calçaram luvas.
Nunca para elas o brilho dos anéis.
Minha pequenina aliança.
Um dia o chamado heróico emocionante:
– Dei Ouro para o Bem de São Paulo.

Mãos que varreram e cozinharam.
Lavaram e estenderam
roupas nos varais.
Pouparam e remendaram.
Mãos domésticas e remendonas.

Íntimas da economia,
do arroz e do feijão
da sua casa.
Do tacho de cobre.
Da panela de barro.
Da acha de lenha.
Da cinza da fornalha.
Que encestavam o velho barreleiro
e faziam sabão.

Minhas mãos doceiras...
Jamais ociosas.
Fecundas, imensas e ocupadas.
Mãos laboriosas.
Abertas sempre para dar, ajudar,
unir e abençoar.

Mãos de semeador afeitas
à sementeira do trabalho.
Minhas mãos raízes
procurando a terra.

Semeando sempre.
Jamais para elas
os júbilos da colheita.

Mãos tenazes e obtusas,
feridas na remoção de pedras e tropeços,
quebrando as arestas da vida.
Mãos alavancas
na escava de construções inconclusas.

Mãos pequenas e curtas de mulher
que nunca encontrou nada na vida.
Caminheira de uma longa estrada.
Sempre a caminhar.
Sozinha a procurar,
o ângulo perdido, a pedra rejeitada.

Por Cora Coralina


Vejam que maravilhoso trabalho de MARI SIMIONATO que penso ilustra maravilhosamente essa preciosidade de Cora Coralina que me encanta.


Mari Simionato ♥


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Mãos que esperam...

Mãos que esperam...

Mãos sem preconceito...

Mãos sem preconceito...

Mãos que trabalham...

Mãos que trabalham...

Mãos que dançam...

Mãos que dançam...

Mãos que ainda não conhecem o mundo...

Mãos que ainda não conhecem o mundo...

Mãos que fazem música...

Mãos que fazem música...

Mãos que cultivam...

Mãos que cultivam...

Mãos que fazem arte...

Mãos que fazem arte...

Mãos que escrevem...

Mãos que escrevem...


Bom e maravilhoso início de semana para você!
Que Deus te abençoe e te guarde sempre e sempre!
Rosane!

Um comentário:

Anônimo disse...

Oi!
Fiquei muito feliz quando li seu recado!
Obrigado pelo carinho!

Mas como achou meu blog?

Me mande email:
mariana.simionato@hotmail.com


beijos!
Paz de JESUS!