quinta-feira, 28 de maio de 2009

- Café da tarde - tradições Alemãs -

imagem aqui

Chove na minha cidade e o frio promete, aqui em casa todos já estão ficando meio resfriados e com gripe, menos eu, não sei porque mas sou difícil de pegar uma gripe, nem mesmo resfriado, mas também quando pego é pra valer.
Com essa chuvinha e esse friozinho nada melhor que relembrar meus tempos de infância, quando ficava dias na casa de minha avó paterna, bons tempos. Então que tal um café da tarde bem tradional alemão...hummm!!!! com esse friozinho é bom demais!
Para quem não sabe minha origem vem dos alemães, mais para a Austria, ou seja autriaca mesmo, suas tradições e culturas tem pouca diferença, então tudo o que vem dessa terra maravilhosa que eu amo, assim como Portugal, Espanha e Itália e os nossos Índios, minha família é uma mistura de todas essas raças, que bom.
Esses biscoitinhos que minha avó Josefina sempre fazia para nós, seus netos, nos meados do mês de dezembro já aguardando o Natal. Ela não era de descentes Alemães e sim de Índios, mas casada com um Autríaco, homem belo, auto louro de olhos azuis, que por nada nesse mundo deixava sua cultura e suas tradições. Sendo assim ensinou a ela todas as iguarias da amada terra. Era músico e gostava de ler, mas sua profissão aqui no Brasil foi de Ferroviário que com gabo se orgulhava. Ensinou minha avó a ler e escrever em sua língua natal e ela o ensinou a ler e escrever em português. Pena não tê-lo conhecido, meu Pai sempre dizia que ele era um paizão e ótimo marido, com certeza teria um vovô muito bom também.
Para relembrar, coloco aqui algumas receitas do biscoito, do bolo e da cuca coisinhas mimosas que vovó fazia e tão gostosos e a sua história de origem das bolichinhas também.
Infelizmente não tenho a receita original de minha avó, minhas tias quando ela faleceu não guardaram e muito menos gostavam de cozinhar tanto quanto ela. Mas faço a receita abaixo do Site da Nestle e também do Site Livro de receitas que são bem iguaias ao dela, claro que não com mesmo gostinho da minha Fifina (assim nós carinhosamente a chamavamos). Mas com certeza chega bem perto e com uma pitada do amor pela culinária e meu amor para com aqueles que saboream minhas receitinhas, tudo fica muito gostoso.


As receitinhas testadas pela vovó Rô::=



Nuss-Mandeln Kuchen (Bolo de Avelãs e Amêndoas)

Ingredientes
1 e ½ (sopa) de fermento
¼ (chá) de canela
2 (sopa) de rum
100 gramas de manteiga líquida
150 gramas de açúcar mascavo
250 gramas de farinha de trigo fina
130 gramas de amêndoas moídas
100 gramas de avelãs moídas
raspas de 1 limão
100 ml de leite
6 gemas
6 claras


Preaqueça o forno em 180°C e untar a forma. Misturar a manteiga, o açúcar, a gema e as raspas de limão. Adicionar o leite e o rum. Em seguida, incorporar aos poucos a farinha e o fermento. Acrescentar as nozes, as avelãs e mexer bem. Bater a clara em neve e adicionar à massa. Colocar a massa na forma e levar ao forno por 45 minutos. O rum pode ser substituído por alguma outra bebida destilada ou suco de fruta. A avelã e as amêndoas podem da mesma forma serem substituídas por algum tipo de nozes, porém o sabor ficará um pouco alterado.

Variações:
Assar o bolo numa forma de pão. Cortar em fatias e colocar creme, morango e pistache sobre as fatias. Pode-se fazer "petit-fours", mas o tempo no forno é de 20 minutos. Outra alternativa é um bolo de cereja. Usar a metade dos ingredientes, sem o leite e adicionar 2 colheres de chocolate em pó. Colocar numa forma redonda e cobrir com cerejas, doces ou azedas. Também pode-se colocar a massa numa forma retangular grande, distribuir fatias de maçã enfileiradas sobre a massa e assar.

fonte aqui



Cuca colonial - Kolonie Kuchen

Ingredientes
1 tablete de fermento de pão
½ quilo de farinha de trigo
65 gramas de margarina
150 gramas de açúcar
casca ralada de limão
65 gramas de banha
1 pitada de sal
3 ovos


Streusel:
1 de farinha de trigo
4 de açúcar
1 de canela em pós
2 de margarina


Dissolver o fermento com um pouco de água morna e 1 colher de açúcar; deixar leve

dar. Misturar os ovos e o açúcar; bater bem. Peneirar a farinha e abrir uma cavidade no cnetro; colocar o fermento e a mistura dos ovos, a casca ralada do limão e o sal; misturar tudo bem e sove bem a massa; deixar crescer pelo dobro. Colocar nas formas e deixar crescer de novo. Pincelar, antes de levar ao forno, com uma gema desmanchada com 1 colher de leite e, por fim, polvilhar com o Streusel.

Streusel:
Misturar tudo e esfarelar bem.

fonte aqui


LEBKUCHEN (Biscoitos com especiarias, decorados e tradicionais da Alemanha).

Massa:
2 xíc (chá) de farinha de trigo
1 xíc (chá) de amêndoas picadas
2 colh (chá) de gengibre ralado
1 colh (chá) de canela em pó
1/2 colh (chá) de bicarbonato de sódio
1 colh (chá) de fermento em pó
1 pitada de cravo em pó
1 pitada de noz-moscada
1/2 xíc (chá) de mel
1/2 xíc (chá) de leite morno
1/2 xíc (chá) de manteiga
raspas da casca de 1 limão
manteiga para untar
Cobertura:
1 tablete de chocolate meio amargo
1/2 xíc (chá) de amêndoas em lascas para decorar
Preparo:
Massa:
Em uma tigela, misture a farinha com as amêndoas, o gengibre, a canela, o bicarbonato, o fermento,
o cravo e a noz-moscada.
Em outra tigela, junte o mel com o leite, a manteiga e as raspas de limão.
Junte o creme aos ingredientes secos e misture bem até ficar homogêneo.
Faça bolinhas com porções da massa e achate-as.
Coloque porções da massa em uma assadeira grande untada.
Leve ao forno médio (180°C) por cerca de 25 minutos.

Cobertura:
Derreta o chocolate em banho-maria e cubra os biscoitos.
Decore com amêndoas.


Siva com::=



Chocolate quente
  • Ingredientes
  • 1 litro de leite desnatado

  • 1 lata de leite condensado
  • 4 colheres de sopa de chocolate em pó
  • 2 colheres de sopa de amido de milho
  • canela em pó para polvilhar
  • Modo de Preparo
  1. Bater todos os ingredientes no liquidificador ( menos a canela)
  2. Levar ao fogo em temperatura média até o líquido ferver engrossar
  3. Servir em xícaras, polvilhar com canela
  4. Para um sabor especial pode se colocar chantily sobre a xícara de chocolate




CURISIODADES DA VOVÓ RÔ::=


Na rota do Lebkuchen, o pão de mel

Casinha de pão de mel decorada com doces
Se os amantes das bolachas de mel quiserem conhecer as cidades de origem desta especialidade, precisam percorrer o país. Aachen, Coburg, Nurembergue e Pulsnitz são os destinos dos peregrinos do 'lebkuchen'.

A origem da palavra lebkuchen é, até hoje, incerta. Alguns pesquisadores acreditam que o termo signifique "bolo da vida", pois leb viria de leben (do alemão vida, viver) e kuchen (bolo). Já laib, em germânico, significa corpo, como por exemplo, a hóstia representando o corpo de Cristo na liturgia cristã. Em Latim, libum significa pão achatado ou também oferenda.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: O biscoito faz sucesso no período natalinoPfefferkuchen (literalmente, bolo apimentado em alemão) é outro nome do lebkuchen. Sua origem está no fato de que "pimenta", como termo genérico, se referia a especiarias raras em geral provenientes do Oriente. Historiadores afirmam que a bolacha natalina, como é conhecida hoje, foi inventada na Bélgica, seguindo de lá para a Alemanha. Em Aachen, que fica na fronteira entre os dois países, recebeu o nome de Aachener Printen. Em seguida, as freiras nos conventos francônios, adotaram o doce como sobremesa. O nome lebzelter (ou pfefferkuchenbäcker, padeiro de lebkuchen) foi documentado pela primeira vez em 1296 em Ulm, depois em 1370 em Munique, e 25 anos mais tarde, em Nurembergue. Mas quais os ingredientes básicos do lebkuchen? Anote aí: farinha de trigo, mel, amêndoas e especiarias (principalmente canela, cravo e anis). Em lugar do fermento convencional, usa-se sal amoníaco ou potassa (carbonato de potássio).

Corações de pão de mel

Lebkuchen em forma de coração é um item que não falta nos mercados de NatalBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Lebkuchen em forma de coração é um item que não falta nos mercados de NatalO lebkuchen pode ser feito em diversos formatos, o mais especial é em forma de coração. Esta versão romântica não é apreciada apenas nas feiras natalinas tradicionais, como também em quermesses durante todo o ano e na famosa Oktoberfest. Mas, cuidado, este lebkuchen é muito duro, pois normalmente os corações não são consumidos, mas sim, comprados como lembrança e usados para decoração.

As bordas dos corações são enfeitadas com glacê de açúcar e com este mesmo glacê escrevem-se mensagens no centro, do tipo "Eu te amo" ou "Ao meu grande amor". Por isso, não se surpreenda ao encontrar um coração desses pendurado no pescoço de um cidadão que se diverte no mercado de Natal. Geralmente, são comprados para presentear amigos(as) e namorados(as).

Na rota do lebkuchen

Pulsnitz é uma cidade alemã que quase ninguém conhece. Ao menos pelas pessoas que não gostam de pão de mel. Quem aprecia um dos mais tradicionais biscoitos natalinos sabe que junto com Aachen, Nurembergue e Coburg, Pulsnitz, com seus 15 mil habitantes, não perde em nada para as grandes cidades.

Tradição de NurembergueBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Tradição de NurembergueNurembergue, no estado da Baviera, detém o recorde de maior produtor da bolacha. A diferença é que em Pulsnitz o trabalho é praticamente artesanal: uma tradição de quase 400 anos na fabricação do Pulsnitzer Pfefferkuchen. Como é feito em pequenas padarias familiares, os ingredientes exatos são passados de geração a geração.Também casinhas de pão de mel decoradas com guloseimas são feitas ali.

Quem quer seguir a rota do lebkuchen pela Alemanha (lembrando que a bolachinha já atravessou a fronteira há anos, e faz sucesso em países vizinhos), é só botar o pé na estrada e ir para Aachen, no oeste alemão, e experimentar o Aachener Printen ou entrar em um trem e cruzar o país durante mais de sete horas, para chegar a Coburg, ao norte de Nurembergue.

Em Coburg, de 41 mil habitantes, pedir por lebkuchen pode ser um pouco complicado. Melhor utilizar a palavra schmätzchen. Resolvido o problema lingüístico, é aproveitar a delícia local, que pode ser comprada diretamente do fabricante. Os produtos da fábrica de Wilhelm Feyler ainda mantêm um requinte dos tempos em que foi fornecedor oficial da nobreza alemã nos séculos passados: os goldschmätzchen são decorados com um pedacinho de uma folha de ouro.

Rodrigo Rodembusch====Fonte aqui

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