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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"Cuide da sua Pele"

Li a matéria abaixo e achei super interessante.
Longe de mim querer ensinar higiene íntima a qualquer pessoa. Mas aprendi muito com o texto e quero partilhar com você.


Poucas mulheres perguntam aos médicos qual é a forma correta de fazer a higiene íntima. Talvez nem seja por uma questão de timidez, mas, sim, pela simplicidade e até pelo fato de ser algo de certa forma instintivo. De fato é simples, mas também é importante que as mulheres conheçam muito bem o próprio organismo para cuidar bem dele.

“Como em todo nosso corpo, na vagina também há micro-organismos que protegem das infecções de fungos e bactérias. Por isso, é preciso estar atenta aos cuidados para não alterar essa flora e não destruí-los”, explica a ginecologista Lucila Nagata, do Hospital Regional da Asa Sul, em Brasília.

Assim, é importante permitir a respiração da pele dessa área. Roupas muito apertadas e feitas de materiais sintéticos acabam impedindo a passagem de ar. “Aconselho deixar as peças mais justas para eventos mais esporádicos, e quando chegar em casa, trocar sempre por roupas folgadinhas”, observa a médica ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, em São Paulo, Mônica Resende. As mulheres têm ainda a opção de usar saias e vestidos.

As calcinhas também devem ser bem escolhidas. Mesmo se forem de materiais sintéticos ou mais sofisticados, como as rendas, observe sempre se o forro é de algodão. “Esse tecido auxilia na respiração da pele”, afirma Mônica. E completa: “Além disso, quando possível, prefira a cor branca, que é menos alergênica que os tecidos coloridos tingidos”.

Os principais problemas causados pela higienização incorreta são as infecções – da vagina e do trato urinário –, e os primeiros sinais são corrimentos, ardência e mau cheiro. “É muito mais comum esse tipo de infecção acontecer nas mulheres que, geralmente, seguram mais a urina por preferirem não usar banheiros públicos”, alerta Lucila. Se acontecerem alguns desses sintomas, é necessário procurar um especialista para que o problema seja avaliado.

Da maneira certa

Quando for tomar banho, sempre faça a limpeza primeiro da vagina e depois do bumbum. As duas áreas têm micro-organismos diferentes e é importante que eles não se misturem. Sabonetes íntimos são recomendados pelos médicos. “Eles ajudam a manter o equilíbrio da flora vaginal”, destaca a ginecologista Lucila Nagata.

"O ideal é fazer a higienização com água e sabonete, pelo menos, de uma a duas vezes por dia. E também sempre depois que evacuar", esclare Lucila. É essencial, ainda, que as mães orientem as filhas desde pequenas para que a higiene íntima correta se torne um hábito desde cedo.

Inspiração calcinhas::..

Calcinhas: as microfibras são o tecido da vez


Com o início do calor, é comum vermos nas ruas mulheres com regatas, shorts, saias e vestidos mais leves. Mas e as calcinhas? Será que estamos usando os tecidos certos para a estação? Especialistas indicam que é preciso ficar atento a isto porque a má ventilação nas partes íntimas pode causar alergias. Por isso, algumas grifes de lingeries estão lançando produtos conhecidos como a supermicrofibra . Elas são mais finas do que a microfibra comum, proporcionam conforto térmico e facilitam a transpiração, porque absorvem e eliminam rapidamente este suor, típico em épocas quentes.

A Hope, por exemplo, trabalha com duas linhas que, segundo a gerente de produtos, Aline Blanco, estão entre as campeãs de vendas: a nude (com 25% de elastano, adere ao corpo, não tem costura nem elástico) e a touch (com elástico bem fino). Para as alérgicas ou aquelas que simplesmente preferem algodão, há também as de 100% deste material além da cotton lycra.

Mas como a brasileira gosta de usar modelos que aparentam ser menores e as 100% algodão acabam apresentando uma modelagem maior, a Hope desenvolveu uma técnica para atrair os olhares de quem gosta de usar este tecido: as Bloomers, que se encolhem por causa dos elásticos franzidos e à medida que esticam, ficam no formato ideal do corpo da mulher.

Na linha básica, predominam, além dos tecidos sintéticos, como lycra e microfibra, as fibras naturais, como bambu e algodão. Segundo a diretora de criação da Darling, Margareth Lewinski, as fibras de bambu são similares, na aparência, com a viscose, porém apresentam um toque mais parecido com o algodão. Todas as linhas da marca têm tratamento antibacteriano, cujo produto dura cerca de 50 lavagens.

Independentemente do tecido ou da marca, as calcinhas apresentam no forro um tecido de algodão. Segundo o médico Paulo César Giraldo, presidente da Comissão de Doenças Infectocontagiosas em Ginecologia e Obstetrícia da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ele evita que substâncias sintéticas fiquem diretamente em contato com as partes íntimas, mas não resolvem os problemas de ventilação causados pela maioria dos produtos composto por esses materiais. “Existem testes que revelam níveis de irritabilidade e da temperatura atreladas aos tecidos, mas é importante ressaltar que cada mulher é de um jeito. Algumas apresentam tendência a alergia e outras não.”

Como lavar sua lingerie

Você sabia que até para lavar suas calcinhas existem alguns truques? Uma peça mal lavada pode causar alergias à sua pele, sem falar que ela pode estragar com o tempo. Enxaguar bastante, retirando quaisquer resíduos do produto de limpeza e deixar secar sua calcinha em locais arejados, secos e na sombra são algumas das dicas apontadas por Giraldo.

E aí vai mais um aviso importante: se quiser conservar suas peças por mais tempo, evite também colocá-las em lava-roupas, já que elas são mais delicadas. Por isso, tente lavá-las com as mãos. De preferência, em água fria. Em temperaturas quentes, as fibras e tecidos podem esgarçar-se ou romper-ser.

fonte aqui




Boa semana pra você!
Beijos !
Rosane!




quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Você é o que você come!



Este é o Colar da Vitória na versão popular (uma versão em ouro foi leiloado em junho) é obra da designer de jóias Renata Chagas e o símbolo da campanha.Um Colar rosa com bolinhas que lembram os nódulos que aparecem quando do câncer de mama.

A matéria abaixo faz parte da Blogagem coletiva que está acontecendo hoje "OUTUBRO ROSA", uma iniciativa dos Blogues ::-


Participe você também e acesse na imagem abaixo para saber mais...



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Você é o que você come
fONTE DE INFORMAÇÃO::-AQUI http://www.mulherconsciente.com.br/


Fonte: Revista Veja
Data da Publicação: 26/9/2008

Quando o francês Jean Anthelme Brillat-Savarin cunhou, em 1825, a expressão "diga-me o que comes e eu te direi o que és", referia-se, sobretudo, aos prazeres de uma boa refeição.

Em seu tratado de gastronomia A Fisiologia do Gosto, a primeira obra sobre a relação do homem com a comida, ele dizia que a elaboração de um novo prato causava mais felicidade à espécie humana do que a descoberta de uma estrela.

Pouco mais de um século depois, na década de 1950, o sabor de uma boa refeição ganhou um tempero de culpa com a descoberta de que a gordura, em excesso, trazia malefícios à saúde. De lá para cá, uma série de estudos vem contribuindo para medicalizar o pão (e a carne, e a massa, e o doce) nosso de cada dia. Para o bem e para o mal.

Alguns alimentos passaram a ser vistos como venenos e outros, como remédios. Entre os dois extremos, está você, fazendo a conta de quantas calorias vai ingerir no almoço, imaginando se suas artérias entupirão de vez com a feijoada programada para o sábado e pensando se, afinal de contas, não seria melhor evitar beber o quinto copo de vinho tinto da semana.

É claro que as descobertas de médicos nutrólogos e nutricionistas são para ser levadas a sério. Mas não é igualmente evidente que elas não devem servir para criar neuroses.

Você é, sim, o que você come – desde que entenda que, quando nos sentamos à mesa, o fazemos por motivos que vão além da nutrição pura e simples. Entre eles, degustar iguarias, compartilhar um grande momento com os amigos, participar de rituais e cerimônias familiares e até explorar novas culturas (mesmo que isso signifique não ultrapassar os limites de um frango xadrez). Tudo isso se perde quando você começa a encarar uma refeição como uma ida à farmácia.

Qual a saída? Ter uma dieta equilibrada – em qualidade e quantidade. Tão equilibrada que lhe dê a chance de, vez por outra, cometer alguns "crimes" nutricionais.

"A manutenção da saúde deve ser uma conseqüência, e não o único objetivo do ato de comer bem", diz o americano Michael Pollan, autor do livro In Defense of Food (Em Defesa da Comida), que está na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times.

Pollan está certo, mas é um radical, digamos, livre demais. Ele chega a afirmar que "a nutrição está na mesma posição que a cirurgia no século XVII: é uma ciência jovem e promissora, da qual você não quer ser a cobaia". Menos, Pollan.

Repita-se que não se trata de jogar no lixo as descobertas feitas ao longo do último meio século.

Já está provado que, das dez doenças que mais matam no mundo, cinco estão diretamente associadas a uma dieta de má qualidade: obesidade, infarto, derrame, diabetes e câncer – sobretudo o de mama, o de próstata e o de intestino.

"Quem quer que seja o pai de uma doença, a mãe foi uma dieta deficiente", diz o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Não é preciso ser um freqüentador compulsivo de spas de emagrecimento para perceber que basta uma semana de alimentação regrada, frugal e saudável para o organismo funcionar melhor. O hálito melhora, o cabelo fica mais sedoso, a pele mais viçosa.

Surge o ânimo para acordar mais cedo e, por que não, fazer inclusive uma caminhada.

"A boa alimentação favorece o metabolismo, o sono e a regularidade do intestino e controla os radicais livres, as moléculas responsáveis pelo envelhecimento celular", diz a nutricionista Cristina Menna Barreto, de São Paulo. Até o nosso humor pode ser modulado pela alimentação.

Certos nutrientes têm efeito direto sobre a produção ou a inibição de determinados neurotransmissores, responsáveis pelas oscilações do estado de espírito.

"Uma pessoa que acorda, toma uma xícara de café e não come nada até a hora do almoço tem maior probabilidade de ficar com o humor azedo", diz o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, de São Paulo.

Existem, ainda, estudos que mostram a relação entre deficiência de ácido fólico e depressão.

E uma pesquisa publicada recentemente no British Journal of Psychiatry indica que o uso de determinados suplementos nutricionais reduz a ocorrência de problemas de comportamento – entre eles a agressividade.

Muitos dos alimentos hoje demonizados foram essenciais para a evolução do homem. O consumo de carnes vermelhas garantiu a sobrevivência de nossos ancestrais em tempos de escassez de comida.

Estocada sob a forma de tecido adiposo, a gordura animal representava a principal fonte de energia do pessoal das cavernas. Também se devem à dieta carnívora as proteínas que permitiram ao homem, entre outras coisas, criar o alfabeto, fabricar papel, inventar a tipografia e escrever livros que condenam... a carne.

No século XVI, a inclusão da batata, tubérculo oriundo da América, no cardápio europeu possibilitou o ganho calórico que resultaria na Revolução Industrial.

Mas nossos antepassados obtinham do mel e das frutas a quase totalidade do açúcar que constava de sua dieta. O doce vilão, que está na origem dos distúrbios metabólicos mais nocivos, não era onipresente como hoje.

No entender de pesquisadores da história da alimentação, o gatilho para a epidemia de obesidade dos Estados Unidos, que se alastrou pelo mundo, foi justamente um açúcar: o amido de milho.

"A adoção do milho é o fenômeno alimentar mais importante – e preocupante – da modernidade", diz o historiador Henrique Carneiro, autor do livro Comida e Sociedade. Dessa substância são fabricados os adoçantes e xaropes presentes em boa parte dos produtos industrializados, como os refrigerantes.
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