quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"Meus mimos de Natal ficaram prontos"

Clique e receba



Bom dia a todas(os)!
 Ebaaaa!!! Até que enfim meus mimos de Natal ficaram prontos, mas ainda falta alguns que estou terminando e assim que acabar coloco aqui no bloguto.
 Demorou umm pouco pois não ando lá essas coisas minha cabeça gira a mil por hora e uma das coisas que anda me fazendo e exatamente o trabalho manual.
 Ma tristezas à parte eis minhas artes, espero que gostem.



 Esse jogo de toalhas vai para a proprietária da agência de Teurismo onde minha princesa trabalha.


 As caixinhas em latonagem para colocar Bolo de Natal ou

 Caixinhas de fósforo a primeira foto são das caixas maiores e abaixo as pequeninas, junto estou preparando as velas estilo vintagen depois mostro.

Porta guardanapo em latonagem também.



 As agendes revestidas em tecido e papel para as amigas do atelier


 Toalhinhas de bandeja que pintei a mão falta dar o toque final


 Trilho de mesa para o Natal
 outro trilho apenas o detalhe
 Pintado por mesma chic né???
 Toalhinha de bandeja para a mamãe. Ela adora cerejas...




 Esses crisântemos faz parte de um jogo para a sala de jantar de minha mãe. Mas os acabamentos ainda estou pensando em que fazer, não sei se coloco renda gripir, se mando para minha amiga Marlene que faz bordados à máquina como ninguém, se coloco um barrado em crochê....??? Dúvida cruel...!!!

É isso pessoas que eu amo, espero que tenham gostado. Ainda tem algumas coisinhas em fase de acabamento. Qaundo eu conseguir terminar mostro com carinho.

 Para não fujir dessa minha mania de contos e histórias, deixo-vos essa que me faz recordar de minha infância, quando minha avó materna contava-me histórias para eu dormir.
Infelizmente ainda não tive esse prazer com meu Mateus, meu netinho que não vejo há mais de dois meses.
 Saudades...doí de demais!!!


A vovó Rô, Mateus meu tesouro e a bisinha Nide no niver de 3 anos

A Avó


A avó, que tem oitenta anos,
Está tão fraca e velhinha! . . .
Teve tantos desenganos!
Ficou branquinha, branquinha,
Com os desgostos humanos.

Hoje, na sua cadeira,
Repousa, pálida e fria,
Depois de tanta canseira:
E cochila todo o dia,
E cochila a noite inteira.

Às vezes, porém, o bando
Dos netos invade a sala . . .
Entram rindo e papagueando:
Este briga, aquele fala,
Aquele dança, pulando . . .

A velha acorda sorrindo,
E a alegria a transfigura;
Seu rosto fica mais lindo,
Vendo tanta travessura,
E tanto barulho ouvindo.

Chama os netos adorados,
Beija-os, e, tremulamente,
Passa os dedos engelhados,
Lentamente, lentamente,
Por seus cabelos, doirados.

Fica mais moça, e palpita,
E recupera a memória,
Quando um dos netinhos grita:
"Ó vovó! conte uma história!
Conte uma história  bonita!"

Então, com frases pausadas,
Conta historias de quimeras,
Em que há palácios de fadas,
E feiticeiras, e feras,
E princesas encantadas . . .

E os netinhos estremecem,
Os contos acompanhando,
E as travessuras esquecem,
 Até que, a fronte inclinando
Sobre o seu colo, adormecem . . .

Olavo Bilac


 Beijos de luz, paz, amor, fé e esperança!
Fiquem com Deus e por favor orem por mim!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Apenas refletindo nesse tempo de renovação"

Somos Espelhos de nós mesmos...



http://lh4.ggpht.com/rosea80/SKzrHxbcBRI/AAAAAAAAA40/9S5agaiJPiQ/1211036640WHpY7IK.gif

Se somos uma pessoa livre, não somos condicionados pelas coisas ao nosso redor. Simplesmente sorrimos para elas e trilhamos o nosso caminho. Aquilo que nos cerca é como um espelho. Se nós sorrimos, o espelho sorri. Se choramos, o espelho chora. Se estamos mal então a situação se torna ruim também. Mas mesmo numa situação ruim, se formos capazes de sorrir, então aquilo que nos cerca irá sorrir conosco. Portanto, aquilo que nos cerca está vindo da nossa mente.

fonte e imagem aqui::..




As duas faces...


Sempre duas estradas, sempre dois pólos,
sempre uma saída, sempre uma esperança.
Se os teus olhos forem bons...

Alimente a sua capacidade de enxergar
os dois lados da situação,
existem muitos doces de plástico nas
vitrines das doçarias,
enganando os olhos e os desejos,
mostrando que o que parece ser,
nem sempre é verdadeiro.

Assim,
algumas situações que parecem insolúveis,
mas,
são apenas um ângulo da nossa visão.

Por isso,
saudade não é apenas a distância que nos separa,
mas a lembrança gostosa de quando
estivemos juntos.


A dor do rompimento da nossa relação,
não quer dizer que um de nós errou,
é apenas a certeza de que somos
capazes de amar.

O emprego onde nos despediram,
não é um atestado da nossa incapacidade,
mas a falta de compatibilidade
com os nossos talentos.

Aquela prova onde tiramos a pior nota,
não indica burrice, nem incapacidade,
é um alerta de que não nos dedicamos
bastante ao assunto.

Aquela montanha lá na frente,
que parece alta demais,
vai ser muito pequena depois que atingirmos
a sua metade.

Seus problemas deste dia podem parecer
o fim do mundo,
mas são apenas oportunidades de um recomeço,
pode ser a sua ressurreição para nascer de novo,
mais forte,
mais capacitado para a vida.

E a vida,
que hoje pode parecer cinza demais,
tem um céu azul deslumbrante te esperando,
mandando um recado em cada nuvem que passa:
"nada como um dia após o outro,
para quem já aprendeu a enxergar o mundo
com os óculos do amor".

Que o seu dia seja de portas aberta e janelas escancaradas,
que o sol entre por todas as frestas,
que os anjos digam amém para cada sonho
que brotar em seu coração,
que Deus ilumine seus passos, te dê confiança,
e confiante siga em frente, rumo ao futuro,
futuro que começa agora, quando você diz:

A m é m.


Eu acredito em você. Uma semana maravilhosa.

© Paulo Roberto Gaefke



Beijos de luz, paz, amor, fé e esperança!
Rosane!



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Rabanadas-PN2010- Livro Arroz de Palma indicação-

 Quem não gosta de lá pelas tantas, já invadindo a madrugada do Natal, se deliciar com uma bela e generosa fatia de rabanada?
Eu gosto e muito mesmo por que  enquanto vou degustando minha mente vai viajando no tempo e chego a minha infância. E vão se revelando em mente aquela imagem boa de recordar de vovó Regina mãe de minha mãe, na beira do fogão a lenha, fritando amorosamente as fatias de pão feito em casa embebido no leite com cheirinho de canela e depois ela passava delicadamente no açúcar com canela em pó. E eu na beiradinha do fogão esperando ansiosamente a noite chegar para poder comer tão magnifica iguaria da cozinha portuguesa muito bem aceita por nós brasileiros.
A receita abaixo também foi tirada do "O Grande Livro de Receitas para o Natal" que eu indico para vocês comprarem, esse livro é uma verdadeira relíquia com certeza.


BARRINHAS



Rabanadas::..

Ingredientes::..

1 litro de leite
6 colheres de sopa de açúcar
1/2 limão (APENAS AS CASCAS)
 2 paus de canela
6 ovos
 8 fatias de pão (de forma, francês, ou mesmo pão italiano)
 óleo, açúcar e canela em pó a gosto.
 
Preparo::..

Ferva o leite com o açúcar, a casca de limão e os paus de canela.
Retire do fogo e deixe esfriar. Bata os ovos com um garfo. Passe o pão pelo leite depois pelos ovos.
 Aqueça bem o óleo e frite as fatias de pão dos dois lados. Escorra-as sobre papel absorvente e, a seguir, passe-as por uma mistura de açúcar e canela em pó.
 
Sugestão::..

 Misture 200ml de água com 200g de açúcar, 1 casca de limão e uma colher de café de suco de limão. Leve ao fogo deixe ferver, por cerca de um minuto, em fogo baixo. Desligue o fogo; junte meio cálice de licor BEIRÃO  ou um de sua preferência e meio cálice de Vinho do Porto, misture e tampe. Depois de esfriar, aplique sobre as rabanadas.

BARRINHAS



 " FAMÍLIA É PRATO DIFÍCIL DE PREPARAR"
 DO ROMANCE  ARROZ DE PALMA DE FRANCISCO AZEVEDO

“Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente.
E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.
Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.
Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. 

O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini, Família à Belle Meuni; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é a Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.
Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.
Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.” Outras novas receitas virão...

(do Romance "O Arroz de Palma", de Francisco Azevedo) Leia esse livro com certeza você gostar




Beijos de luz, paz, amor, fé e esperança!

Que seu fim de semana seja abençoado e será!

Rosane!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

"Bacalhau de Natal-PN2010-Lenda de Natal"

Tadinho do meu computador resolveu ficar com aminésia

Fiquei sem meu computador por alguns dias. Meu fofíssimo resolveu perder o caminho das pedras e não encontrava o programa que dá início, mais ou menos isso, eu entendo nada dessa máquina maravilhosa. Mas agora já bonzinho, encontrou o caminho e estou de volta.

Voltando ao normal deixo para vocês mais uma receitinha de Natal. Hoje de bacalhau. Super fácil de fazer e uma delicia dos dos deuses. E uma lenda de Natal muito linda e com uma bela reflexão para ser feita neste tempo do Advento.


BARRINHAS



Bacalhau de Natal

Ingredientes

 2 postas de bacalhau
 100ml de azeite
2 dentes de alho
1/2 cebola
1/2 pimentão vermelho
1/2 pimentão verde
1 maço de coentro (se não gostar como eu substitua por cheiro verde)
 1 alface do tipo americana
 1 endívia
50 g de azeitonas pretas
1 colher de sopa de vinagre
 sal e pimenta do reino a gosto


Modo de fazer

 Escalde o bacalhau . Retire a pele e as espinhas. Separe o bacalhau em lascas e reserve. Refogue na metade do azeite o alho e a cebola picado. Acrescente o bacalhau  e os pimentões cortados em cubos.
 Tempere com sal e pimenta Salpique com o centro picadinho. Junte as folhas de alface e endívias. Decore com azeitonas. Por último regue com o azeite restante e o vinagre. Servia em seguida com arroz branco.

Sugestão::.. Apresente esse prato de forma diferente::.."Numa forma, faça camadas de bacalhau, espinafre cozido e purê de batatas. Pincele com gemas ou maionese, polvilhe com farinha de rosca e leve ao forno para gratinar, por cerca de 10 minutos."

BARRINHAS

 Lenda de Natal::..

"O espinho e o menino Jesus"
"Niño Manuelito", Cuzco, Peru.
Uma piedosa lenda de Natal conta que o Menino Jesus sentado num troneto brincou tecendo uma coroa de espinhos.

E um espinho machucou seu dedo indicador da mão direita.

Nesse momento, com ciência profética, Ele previu os sofrimentos que haveria de aceitar para redimir o genro humano.


Em sua doçura de criança e na candura de sua inocência infinita Ele pressentiu as dores lancinantes de sua Paixão e Morte na Cruz.


Contemplou também a glória de sua Ressurreição. Anteviu a Redenção da humanidade, o triunfo universal da Igreja e da Cristandade.

escola de Murillo
Na iconografia tradicional, o Menino Jesus do Espinho aparece sentado numa poltrona com braços de madeira, estofada em veludo vermelho, meditando sobre os futuros tormentos da Paixão.

Numa outra tela do célebre pintor espanhol Francisco de
Zurbarán (1598-1664)  o Menino Deus contempla o dedo sangrando.

O rosto mais sereno parece velado pelo presságio do sofrimento vindouro trazido pela ferida.


Assim também e representado na tela da escola de Murillo.

Anônimo sevilhano
É uma clara premonição da Paixão de Cristo, através de uma descrição suave e melancólica.

O contraste entre a inocência e a doçura da criança com o horror da tortura toca os mais nobres sentimentos dos fiéis.


E inspira uma meditação apropriada para o Advento, período litúrgico iniciado no último domingo de novembro, tempo penitencial que nos prepara para bem receber no Natal ao Menino Jesus.


A piedosa lenda tem, aliás, diversas narrações em volta do tema central.

fonte aqui





Bom dia para você!
Cheio de luz, paz, amor, fé e esperança!





sábado, 27 de novembro de 2010

-Receitas festas natalinas-PN2010-

 Vivemos em um país com uma micigenação de raças e etnias que poucos países possuem. Fomos  e somos influenciados por costumes de quase todos os povos que vivem em nosso planeta. É só você dar uma olhadinha em sua própria família. Com certeza você vai deparar com pelo menos quatro raças diferentes. E nessa mistura toda formamos o Povo mais solidário que existe na face da Terra. Acolhemos a todos com carinho , graça e beleza de coração. Somos meio que Mãe para todas as raças e isso nos engrandece e nos deixa no ranking com medalha de ouro que com orgulho gostamos de exibi-la no nosso peito. Por aqui não tem guerra (a não ser essa que nesses dias está se passando no nosso Rio de Janeiro, mas que com a graça de Deus as autoridades vão vencer pois o Bem jamais baixará sua cabeça para o Mal eu creio), tirando essa mancha negra de nossa Raça, não podemos dizer que vivemos em país tão ruim assim. Eu amo meu país de paixão e creio que jamais trocaria nosso Sol, nossas Matas, nossas praias, nossas cidades encantadoras por nenhum país desse mundo de Deus.
Como aqui no blog do Receitinhas e dicas da Vovó Rô reina sempre a paz e o amor a partir de hoje vou colocar as Receitinhas para o seu Natal e Ano Novo, seguindo meu Projeto Natal 2010.
São receitas que já fiz, mas que na época ainda não tinha esse espaço para compartilhar com todos como tenho hoje.
Algumas receitas são tradicionais de minha família ou seja uma pequena mistura de raças (papai (Austríaco+índia cabocla, mamãe espanhol+italiano) viu como pelo menos temos quatro raças a circular em nosso sangue? E depois, você cresce e se casa e o marido traz em si mais (no meu caso) três raças portugueses de pai e siciliano  e argentino de mãe. Com toda essa mistureba você vai aprendendo costumes, hábitos, religiões diferentes , enfim, acaba chegando na cozinha, e prepara receitas para  todos os gostos e paladares.
Mas muitas dessas receitas foram tiradas do GRANDE LIVRO DE RECEITAS DE NATAL , que ganhei de marido. Esse livro contem além das receitas imperdíveis, dicas, história da origem do prato, cultura muita cultura.
A cada dia vou colocar uma receitinha tanto do livro como as tradicionais da minha família que fui ao longo desses quase 36 anos de casada, aprendendo, fazendo e guardando para minha filha. Quem sabe sabe ela dará continuidade as tradições da família???

Então venha passear comigo no mundo gastrnômico das receitas de Festas Natalinas



 Bolo-rei

Ingredientes

 30g de fermento biológico
 500g de farinha
 180g de açúcar
50g de margarina
 4 ovos
150g de frutas cristalizadas
50g de frutas secas
1 cálice de aguardente
1 cálice de vinho do Porto
leite, açúcar de confeiteiro e geléia ou calda de açúcar de sua preferência

 Modo de fazer::..

 Dilua o fermento num pouco de leite. Junte-o a um pouco de farinha e amasse bem. Deixe repousar, por 30 a 35 minutos em local quente, até dobrar de volume.
 Acrescente, então, o açúcar, a margarina, previamente amolecida, a restante farinha e três ovos. Bata bem e vá adicionando leite na quantidade necessária para ligar os ingredientes.
 À parte, pique 80g de frutas cristalizadas e coloque os frutos secos a macerar na aguardente. Adicione à massa, assim como o vinho do Porto. Bata mais um pouco, até a massa formar bolhas, Polvilhe a superfície da massa com farinha e deixe crescer em local quente.
 Em seguida, forme uma bola com a massa e abra uma cavidade no centro, obtendo assim a forma do Bolo-rei. Pincele com o restante ovo.
Decore com a fruta restante e cubra com montinhos de açúcar de confeiteiro.
Leve ao forno em fogo brando  e asse até dourar. Retirar do forno e reguar com geléia ou calde de açúcar.

Nota da vovó Rô::..
Na receita original do livro mada-se assr no microndas, num prato próprio com pelicula aderente, durante 8 minutos em potência máxima. Em seguida, retirar a película e levar ao forno por 1 ou 2 minutos. Retirar do fono e regar com geléia ou calda de açúcar.

 Depois de assado.
Eu fiz no nosso primeiro Natal depois que ganhei de presente de meu maridão.


IMPORTANTE::
Essa receita é original do GRANDE LIVRO DE RECEITAS DE NATAL da Editora IMPALA.
Portanto se você quiser copiá-la POR FAVOR COLOQUE OS CREIDITOS A EDITORA IMPLA INDICANDO O GRANDE LIVRO DE RECEITAS DE NATAL.



A Oreigem do Bolo-rei

 Conta-se que esse bolo teve sua origem em Roma e daí foi levada para a Françae, posteriormente, para  Espanha. Mas ele s´chegou em Portugal pelas mãos do bisneto  do fundador da Confeitaria Nacional, que
trouxe a receita de Paris há mias de cem anos.
A origem da fava escondida no bolo-rei está ligada à seguinte lenda::..
 "Ao visitarem Jesus, com a intenção de lhe oferecerem ouro, incenso e mirra, os três Reis MAgos disputaram entre si a primazia de ser o primeiro a oferecer o presente. A questão ficou resolvida quando um artesão decidiu fazer um bolo, em cuja massa incorporou uma fava Repartindo pelos três, o primeiro a oferecer os presentes ao menino Jesus seria aquele em cuja parte se encontrasse a fava. O caso tornou-se conhecido e, daí em diante, passou a ultiluzar-se a fava sempre que houvesse necessidade de tirar à sorte uma pessoa para desempenhar uma tarefa ou pagar uma despesa. 
Do ponto de vista histórico, sabe-se também que desde o período dos Romanso se praticava o jogo da "rainha da fava". ainda hoje jogado em França, este jogo conciste em servir-se um  bolo em família e fora de casa, no qual estão escondidas uma ou duas favas. quem a encontrar na sua fatia é proclamado rei ou rainha, tendo o privilégio de esxpressar os votos de boas-festas na restante parte do dia.
Uma outra lenda deiz ter sido um bolo de fruta seca. Os crentes deviam comer doze daqueles bolos entre o dia de Natal e o de Reis. A côdea simboliza o ouro; o miolo e as frutas secas, a mirra; e o aroma o incenso.
A receita do bolo-rei acima é a receita tracional, presença indispensável em todas as mesas portuguesas e nas nossas também afinal, somos parte integrante da família portugesa que nos descobriu.
 Retirada do Grande Livro de Receitas de Natal


Beijos de bom fim de semana para você!
Cheio de luz, paz, amor, fé e esperança!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Quando a Natureza se confunde com a arte!"

 Quando nessa linda manhã, com o sol se abrindo em sua plenitude através da janela do quarto onde está meu computador, eu abri meus e-mails e me depararei com essas imagens abaixo disse para mim mesma em oração: "Senhor meu Deus como tu podes ser tão perfeito, ser tão bom e maravilhoso. Eu só tenho a agradecer e viver minha vida segundo a sua vontade". 
Fiquei a admirar essas imagens e por alguns minutos em contemplação foi-se revelando  dentro do meu ser o quanto eu ainda tenho que aprender. Foi se revelando em mim o quanto eu sou feliz. Feliz por ter olhos para poder enxergar as maravilhas criadas por Ele. Ver os dons que Ele dá aos homens para cultivar tamanha beleza.
E nessa contemplação me veio a oração que que aprendi quando fiz meus primeiros EE(exercícios espirituais de Santo Inácio)::..
 "Deus todo poderoso e onipotente, Tu és o começo e o fim, alfa e ômega.
Tu começas todas as coisas e fazes com que todas regressem a Ti; nenhuma criatura pode dar-se a vida, nenhum ser vivo desperta do nada. Nada obrigou-te ou forcou-te a amar-me.
Antes do meu nascimento me amavas com um amor eterno e agora Teu amor total arde no profundo de minha vida e de meu ser.
Reconheço-te como meu Criador e Senhor, no início de todas as coisas e sempre, todos os dias , como começo de todas as coisas.
Só Tu és Deus, que vives e reinas para sempre.
Amém!

O e-mail::..

Quando a natureza se confunde com a arte!


À primeira vista parece a obra de uma criança equipada com uma caixa de lápis de cor. Ou quem sabe as listras de roxo, amarelo, vermelho, laranja, rosa e verde de uma colcha de retalhos. No entanto, longe de ser o caderno de uma criança ou uma cama de casal, isto é, de fato, Norte da Holanda, antes do verão europeu, onde mais de 10 mil hectares são dedicados ao cultivo dessas flores delicadas. A paisagem holandesa em maio é um caleidoscópio de cores vertiginoso com as tulipas estourando em vida. Os bulbos foram plantados no final de outubro e início de novembro, e estas criações coloridas estão agora prontos para serem colhidos e vendidos como bouquet de flores em floriculturas e supermercados. Mais de três bilhões de tulipas são plantadas a cada ano na Holanda e dois terços das flores vibrantes são exportados, principalmente para os EUA e Alemanha. Os maiores campos de tulipas na Holanda podem ser encontrado nos jardins de tulipas Keukenhof. Viva este espetáculo maravilhoso da natureza dedicado por Deus e orientada pelas mãos dos homens, em 30 fotografias que selecionamos para vocês.




Bênção Irlandesa
"Que o caminho seja brando a teus pés, o vento sopre leve em teus ombros.
Que o sol brilhe cálido sobre tua face, as chuvas caiam serenas em teus campos.
E até que eu de novo te veja, que os Deuses te guardem nas palmas das Suas mãos"

Beijos de bom dia!
Cheio de luz, paz, amor, fé e esperança sempre e sempre!



terça-feira, 23 de novembro de 2010

Histórias de NAtal - Eça de Queiroz -


O SUAVE MILAGRE

Ora entre Enganin e Cesareia, num casebre desgarrado, sumido na prega de um cerro, vivia a esse tempo uma viúva, mais desgraçada mulher que todas as mulheres de Israel. O seu filhinho único, todo aleijado, passara do magro peito a que ele o criara para os farrapos da enxerga apodrecida, onde jazera, sete anos passados, mirrando e gemendo. Também a ela a doença a engelhara dentro dos trapos nunca mudados, mais escura e torcida que uma cepa arrancada. E, sobre ambos, espessamente a miséria cresceu como bolor sobre cacos perdidos num ermo. Até na lâmpada de barro vermelho secara há muito o azeite. Dentro da arca pintada não restava um grão ou côdea. No Estio, sem pasto, a cabra morrera. Depois, no quinteiro, secara a figueira. Tão longe do povoado, nunca esmola de pão ou mel entrava o portal. E só ervas apanhadas nas fendas das rochas, cozidas sem sal, nutriam aquelas criaturas de Deus na Terra Escolhida, onde até às aves maléficas sobrava o sustento!

Um dia um mendigo entrou no casebre, repartiu do seu farnel com a mãe amargurada, e um momento sentado na pedra da lareira, coçando as feridas das pernas, contou dessa grande esperança dos tristes, esse rabi que aparecera na Galileia, e de um pão no mesmo cesto fazia sete, e amava todas as criancinhas, e enxugava todos os prantos, e prometia aos pobres um grande e luminoso reino, de abundância maior que a corte de Salomão. A mulher escutava, com os olhos famintos. E esse doce rabi, esperança dos tristes, onde se encontrava? O mendigo suspirou. Ah esse doce rabi! quantos o desejavam, que de desesperançavam! A sua fama andava por sobre toda a Judeia, como o sol que até por qualquer velho muro se estende e se goza; mas para enxergar a claridade do seu rosto, só aqueles ditosos que o seu desejo escolhia. Obed, tão rico, mandara os servos por toda a Galileia para que procurassem Jesus, o chamassem com promessas a Enganim; Sétimo, tão soberano, destacara os seus soldados até à costa do mar, para que buscassem Jesus, o conduzissem, por seu mando, a Cesareia. Errando, esmolando por tantas estradas, ele topara os servos de Obed, depois os legionários de Sétimo. E todos voltavam, como derrotados, com as sandálias rotas, sem ter descoberto em que mata ou cidade, em que toca ou palácio, se escondia Jesus.

A tarde caía. O mendigo apanhou o seu bordão, desceu pelo duro trilho, entre a urze e a rocha. A mãe retomou o seu canto, a mãe mais vergada, mais abandonada. E então o filhinho, num murmúrio mais débil que o roçar duma asa, pediu à mãe que lhe trouxesse esse rabi que amava as criancinhas, ainda as mais pobres, sarava os males, ainda os mais antigos. A mãe apertou a cabeça engelhada:
- Oh filho! e como queres que te deixe, e me meta aos caminhos, à procura do rabi da Galileia? Obed é rico e tem servos, e debalde buscaram Jesus, por areais e colinas, desde Chorazim até ao país de Moab. Sétimo é forte e tem soldados, e debalde correram por Jesus, desde Hébron até ao mar! Como queres que te deixe? Jesus anda por muito longe e nossa dor mora connosco, dentro destas paredes e dentro delas nos prende. E mesmo que o encontrasse, como convenceria eu o rabi tão desejado, por quem ricos e fortes suspiram, a que descesse através das cidades até este ermo, para sarar um entrevadinho tão pobre, sobre enxerga tão rota?

A criança, com duas longas lágrimas na face magrinha, murmurou:
- Oh mãe! Jesus ama todos os pequeninos. E eu ainda tão pequeno, e com um mal tão pesado, e que tanto queria sarar!
E a mãe, em soluços:
- Oh meu filho como te posso deixar! Longas são as estradas da Galileia, e curta a piedade dos homens. Tão rota, tão trôpega, tão triste, até os cães me ladrariam da porta dos casais. Ninguém atenderia o meu recado, e me apontaria a morada do doce rabi. Oh filho! Talvez Jesus morresse... Nem mesmo os ricos e os fortes o encontram. O Céu o trouxe, o Céu o levou. E com ele para sempre morreu a esperança dos tristes.
De entre os negros trapos, erguendo as suas pobres mãozinhas que tremiam, a criança murmurou:
- Mãe, eu queria ver Jesus...
E logo, abrindo devagar a porta e sorrindo, Jesus disse à criança:

- Aqui estou. 



Eça de Queiroz








Beijos de bom dia para você!
cheio de luz, amor, fé e esperança!